Serviços Profissionais
A economia brasileira concentra cerca de 65% da sua riqueza
no setor de serviços. Dentro deste setor há uma “elite” que compõe o segmento
daqueles serviços de alto valor agregado, como advocacia, arquitetura,
engenharia, software, entre outros.
Nos EUA, Canadá e Europa é comum utilizarmos o termo professional services para indicá-los. No
Brasil, a tradução livre para serviços profissionais pode causar incômodo
naqueles outros prestadores de serviço que se perguntariam: e quem disse que o
meu serviço não é profissional?! No entanto,
percebemos que mesmo os serviços de alto valor ainda estão muito aquém da
profissionalização de seus pares da América do Norte e da Europa. Assim, salvo
exceções, talvez não sejam por ora tão profissionais assim...
Nosso objetivo então deve ser o de elevar o grau de
maturidade na gestão desses negócios. A grande maioria dos líderes que conduzem
os escritórios de arquitetura, advocacia, contabilidade e engenharia, não tem
formação em gestão. Mas, ainda que tivessem, acredito que o problema não seria
totalmente satisfeito. A verdade é que os cursos de administração não estão
preparados para formar gestores para este segmento tão especial, com tantas
idiossincrasias.
Tangibilizar seus serviços, conseguir novos clientes, atrair
talentos para o escritório, comunicar aos clientes seus benefícios, desenvolver
a marca, estruturar o crescimento, são sempre desafios muito particulares. Não
é o mesmo que gerir uma indústria ou qualquer empresa intensiva em máquinas. Os
serviços profissionais são ricos em ativos intangíveis e há uma nítida
diferença na interação que têm com seus clientes quando comparados com serviços
de limpeza, logística, comércio, entre outros “colegas” do setor terciário.
--Tiago Grandi
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